Diferentemente do que pregam os "transudos" digitais, o poliamor/relacionamentos abertos não é "fruto da pornografia" ou "degeneração", mas apenas uma forma madura e sincera de lidar com algo que acontece há, pelo menos, décadas: pessoas que teoricamente deveriam transar apenas entre si, mas na primeira oportunidade que tem, já quebram a promessa.
Prefiro mil vezes mais uma ficante/namorada/companheira (usem a nomenclatura que preferirem) que é sincera afirmando que sente vontade de dar/chupar para outro homem, e vai fazer isso se pintar a chance com um cara que dê tesão a ela, do que uma dissimulada demente que vai fazer isso por pura psicopatia.
Perfeito o seu ponto de vista e a ela adiro integralmente.
Numa relação a dois, a maioria das pessoas acostumaram com a hipocrisia dos relacionamentos conjugais, já que vivem se reprimindo, por sentirem desejo por outras pessoas, e, pior, vivem reprimindo a pessoa amada, que também sente desejo por outras pessoas.
Por mais intenso seja, não há amor que consiga eliminar esses desejos e repressões sexuais, mas, quanto mais o tempo passa menos pessoas estão suportando essa repressão sexual, que acarreta mais prejuízos ao relacionamento conjugal do que a “infidelidade” conjugal.
Tal realidade demonstra que cada vez mais fica evidente que a “traição conjugal” é verdadeira e fiel e a “fidelidade conjugal” é mentirosa e infiel.
Mas o que esperar de uma sociedade hipócrita que aceita melhor a “traição” do que o jogo limpo do “relacionamento aberto”.
Hipocrisia e humanidade andam de mãos dadas desde os primórdios da Civilização. Não estou negando que haja pessoas que consigam ter relacionamentos 100% fechados. Obviamente, existem, mas, creio que falo por todas as pessoas sinceras que são apenas a exceção que confirmam a regra: nós humanos, em nossa maioria esmagadora, não somos monogâmicos.
Aliás, no que concerne a hipocrisia sobre sexo/relacionamentos, recentemente li um livro excelente sobre o tema: "Onze Minutos", do Paulo Coelho. Embora o considere um escritor medíocre, essa é a melhor obra dele, e merecia muito mais atenção, inclusive dentro dos departamentos de Letras, no meio acadêmico. Caso não tenha lido, aconselho bastante: pode encontrá-lo facilmente em sebos, a um preço bem acessível.
Não conheço este livro, mas vou adquiri-lo e lê-lo.
Percebo que as pessoas negam o óbvio: homens e mulheres são seres essencialmente não monogâmicos, mas, por questões legais, culturais e religiosas, são obrigados a viverem monogamicamente, causando sofrimentos e desgaste no relacionamento, chegando ao ponto de acarretar hostilidades no ambiente conjugal.
Penso que já passou da hora de deixarmos de negar o óbvio e começar a questionar se fidelidade tem mesmo a ver com sexualidade, algo que, infelizmente, a maioria não tem coragem.
Uma moça do interior do nordeste, que recebe uma proposta para ser prostituta em uma casa noturna na Suíça, e acaba aceitando.
Como frisei, é o único do Paulo Coelho que considero bem escrito, e as reflexões da personagem, sobre a relação da sociedade com o sexo, também são muito interessantes.
Penso que a maioria já vive num relacionamento aberto, porém às escondidas. Basta largar a hipocrisia de lado e viver tudo às claras um do outro.
THIS.
Diferentemente do que pregam os "transudos" digitais, o poliamor/relacionamentos abertos não é "fruto da pornografia" ou "degeneração", mas apenas uma forma madura e sincera de lidar com algo que acontece há, pelo menos, décadas: pessoas que teoricamente deveriam transar apenas entre si, mas na primeira oportunidade que tem, já quebram a promessa.
Prefiro mil vezes mais uma ficante/namorada/companheira (usem a nomenclatura que preferirem) que é sincera afirmando que sente vontade de dar/chupar para outro homem, e vai fazer isso se pintar a chance com um cara que dê tesão a ela, do que uma dissimulada demente que vai fazer isso por pura psicopatia.
Perfeito o seu ponto de vista e a ela adiro integralmente.
Numa relação a dois, a maioria das pessoas acostumaram com a hipocrisia dos relacionamentos conjugais, já que vivem se reprimindo, por sentirem desejo por outras pessoas, e, pior, vivem reprimindo a pessoa amada, que também sente desejo por outras pessoas.
Por mais intenso seja, não há amor que consiga eliminar esses desejos e repressões sexuais, mas, quanto mais o tempo passa menos pessoas estão suportando essa repressão sexual, que acarreta mais prejuízos ao relacionamento conjugal do que a “infidelidade” conjugal.
Tal realidade demonstra que cada vez mais fica evidente que a “traição conjugal” é verdadeira e fiel e a “fidelidade conjugal” é mentirosa e infiel.
Mas o que esperar de uma sociedade hipócrita que aceita melhor a “traição” do que o jogo limpo do “relacionamento aberto”.
Hipocrisia e humanidade andam de mãos dadas desde os primórdios da Civilização. Não estou negando que haja pessoas que consigam ter relacionamentos 100% fechados. Obviamente, existem, mas, creio que falo por todas as pessoas sinceras que são apenas a exceção que confirmam a regra: nós humanos, em nossa maioria esmagadora, não somos monogâmicos.
Aliás, no que concerne a hipocrisia sobre sexo/relacionamentos, recentemente li um livro excelente sobre o tema: "Onze Minutos", do Paulo Coelho. Embora o considere um escritor medíocre, essa é a melhor obra dele, e merecia muito mais atenção, inclusive dentro dos departamentos de Letras, no meio acadêmico. Caso não tenha lido, aconselho bastante: pode encontrá-lo facilmente em sebos, a um preço bem acessível.
Não conheço este livro, mas vou adquiri-lo e lê-lo.
Percebo que as pessoas negam o óbvio: homens e mulheres são seres essencialmente não monogâmicos, mas, por questões legais, culturais e religiosas, são obrigados a viverem monogamicamente, causando sofrimentos e desgaste no relacionamento, chegando ao ponto de acarretar hostilidades no ambiente conjugal.
Penso que já passou da hora de deixarmos de negar o óbvio e começar a questionar se fidelidade tem mesmo a ver com sexualidade, algo que, infelizmente, a maioria não tem coragem.
Você tem esse livro Onze minutos em pdf? ou na versão ebook?
Qual a temática desse livro?
Uma moça do interior do nordeste, que recebe uma proposta para ser prostituta em uma casa noturna na Suíça, e acaba aceitando.
Como frisei, é o único do Paulo Coelho que considero bem escrito, e as reflexões da personagem, sobre a relação da sociedade com o sexo, também são muito interessantes.
Interessante.
Vou ler este livro.
Obrigadão.
Se eu pudesse retornar no dia do meu casamento casaria tranquilamente com a minha esposa, mas sem a obrigação de exclusividade sexual.
Diante disso, penso que o relacionamento aberto seria o melhor formato de relacionamento.
Pena que quando casei não tinha a experiência que tenho hoje de 25 anos de casado!